Na metade do século XX, o interior do estado do Amazonas abrigava quase quatro vezes mais pessoas que a capital. Hoje a situação é inversa – a cidade de Manaus abriga mais habitantes, que todo o interior e o desequilíbrio aumenta. Acredito que todos nós queremos preservar Amazônia para as futuras gerações. Quero que meus filhos e netos, e os filhos e netos deles possam usufruir de tamanha beleza e diversidade. Para que isso seja possível, é indispensável que mais estudos sejam feitos, que a biodiversidade seja aproveitada de forma racional e controlada por planos de manejo. A simples proibição das atividades econômicas como frequentemente é decretado por organismos e autoridades ambientalistas é nociva e fadada ao fracasso. Sem mais estudos e planejamento prévio a região estará entregue aos casuísmos dos garimpos e a desordem e improvisação econômica e ecológica.
Produzo livros de ficção, mas no meio de tramas humanas, tento transmitir aos leitores um pouco do conhecimento da região que consegui acumular nos meus 40 anos de Amazônia. O fato é que esta região fascinante continua sendo um mistério para todos nós. Ela ainda precisa ser estudada e compreendida.