Me orgulho de ter feito bastante coisas significativas ao longo da minha trajetória: construí uma sólida reputação como homem de negócios, fui cônsul honorário dos Países Baixos ( Holanda ) durante trinta anos, fui um dos fundadores e primeiro presidente do clube “Hebraica” em Manaus, recebi o título de ” Cidadão Honorário de Manaus”, constitui uma família da qual me orgulho muito. Para minha surpresa nada disso me tornou tão conhecido do público em geral do que uma aventura mal sucedida.
Junto com meu filho, Denis e mais três amigos partimos para um passeio exploratório de caiaque como temos feito com certa frequência todos os anos. Só que esta vez ficamos quatro dias perdidos na floresta. Já se passou 11 anos mas tenho claro na minha memória algumas daquelas sensações e sentimentos. No meio do ocorrido ficou claro que fomos muito negligentes na preparação – tinha faltado planejamento e sobrado excesso de confiança, bobeada que a natureza indomável da Amazônia não tolera. Passamos dias dramáticos, cometemos vários outros erros, passamos fome, mas graças a Deus, fomos finalmente resgatados sem maiores prejuízos. Voltamos ao convívio dos nossos familiares mais humildes e, acredito, mais sábios. Me comovo cada vez quando lembro das inúmeras pessoas, soldados, bombeiros e cidadãos comuns, que participaram do resgate , ou simplesmente rezaram por nós e celebraram o nosso salvamento. Pessoas que eu nunca tinha encontrado antes me abraçavam na rua e demonstravam comovente afeto.
Divertido mesmo foi só quando pude assistir pela televisão o episódio da serie “Viver para Contar” da sequência “Perdidos na selva” que a Discovery Channel realizou com nossa história. Agradeço a Deus que vivi para contar. Se ficou curioso , assista ao vídeo.